João Gilberto, Tom Jobim e Vinícius de Moraes foram os principais responsáveis pela propagação e afirmação definitiva da bossa nova como estilo musical.

 

 

João Gilberto

     Filho de um comerciante de armarinhos,  João Gilberto do Prado de Oliveira nasceu em Juazeiro, Bahia, a 10 de junho de 1931.

João Gilberto possuía um estilo próprio de composição e interpretação, que o situaria na vanguarda da música popular brasileira. Cantava baixinho e discretamente, acompanhado por uma batida diferente do violão - batida esta que acabaria se transformando na marca fundamental da bossa nova.

Em 1958, João  gravou dois 78 rpm com as quatro músicas ( "Chega de Saudade", "Bim bom", "Desafinado" e "Hô-bá-lá-lá" )  que seriam incluídas um ano depois no famoso LP "Chega de Saudade". Apesar deste LP ter sido alvo  de uma forte oposição -  alguns críticos afirmavam que o mesmo cairia no esquecimento  ao primeiro sucesso de Ary Barroso ou de qualquer outro grande nome da nossa música popular, João Gilberto em pouquíssimo tempo conduziu a bossa nova ao êxito.

 

Tom Jobim

Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, popularmente conhecido como Tom Jobim, nasceu na Tijuca, Rio de Janeiro, a 25 de janeiro de 1927.

A partir de 1954, os principais integrantes do cast da gravadora continental, onde trabalhava , caso de  Dick Farney, Elizeth Cardoso, Os Cariocas e Nora Ney, começaram a gravar músicas baseadas em seus arranjos.

O primeiro grande parceiro de Tom Jobim foi Newton Mendonça, um amigo de infância e excelente pianista, com quem compôs  "Brigas", "Meditação", "Foi a noite", e aquelas que se tornariam os dois clássicos da bossa nova "Desafinado" e "Samba de uma nota só".

 

 

Vinícius de Moraes

Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes nasceu no Rio de Janeiro, no dia 19 de outubro de 1913, tendo passado toda a sua infância e adolescência na Ilha do Governador.

Vinícius era formado em direito, embora jamais tivesse exercido a profissão, diplomata e poeta, sendo o autor de várias obras, das quais podemos destacar "Caminhos para a Distância" (l933),  "Forma e Exegese", que lhe rendeu, em 1935, o Prêmio Filipe de Oliveira - na época correspondia a uma espécie de concurso de literatura - numa acirrada disputa com o escritor  Jorge Amado, e "Poemas, Sonetos e Baladas" (l946).

Letrista de excelente formação cultural, ao empregar recursos da poesia no intuito de valorizar a sonoridade da palavra enquanto elemento musical, contribuiu para a renovação rítmica das letras e do seu conteúdo temático. Não obstante, ao diminuir a distância que separa a chamada poesia culta da música popular, transitou livremente entre o soneto neoclássico e os cantos de candomblé.